«Nas noites de Díli há sempre um ambiente de fim de festa, como se fosse o último dia em Timor de todos aqueles expatriados portugueses, brasileiros, australianos. A sensação de despedida é permanente. A morna que passa nas colunas de som leva a multidão pegajosa à loucura. Segue-se o "Moranguinho do Nordeste", os casais agarram-se ainda mais, pele com pele, cara-a-cara, corpo-a-corpo. »
Casa em construção...
Separando-nos em duas metades, sentimo-nos só um. Este já foi um blogue sobre Timor, mas não é um blogue sobre Timor. Teve momentos, mas não é um blogue sobre Medicina. Fala-se muito de política, mas não é um blogue sobre política. Fala-se de tudo, mas não é um «blogue sobretudo». Se fosse um blogue na moda, seria um não-blogue. Mas nem isso - isto é «tipo um diário».João Moreira Pinto
[T1 em Braga (junto ao centro histórico): quarto + sala com banca e fogão + casa de banho + arrumos + marquise. Vaga em Abril.]
Terça-feira, Setembro 06, 2005
Tinha (porque tinha) de comprar a última "Volta ao Mundo". Sentado na esplanada do Fred (no Molhe da Foz) imaginei-me na esplanada do Carlos (em Díli). Encomendei uma cervejinha e uma torrada (à falta dos camarões com alho). Comecei a folhear a revista e percorri Timor Leste em 19 páginas. A reportagem de André Macedo complementada com as fotografias de Yves Callewaert mostra tudo. Não falta lá nada. Descrevem Timor como realmente é, sem o formalismo do Lonely Planet (o único guia turístico disponível sobre o País) e com a emoção de um último momento.

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