Casa em construção...

Separando-nos em duas metades, sentimo-nos só um.
Este já foi um blogue sobre Timor, mas não é um blogue sobre Timor. Teve momentos, mas não é um blogue sobre Medicina. Fala-se muito de política, mas não é um blogue sobre política. Fala-se de tudo, mas não é um «blogue sobretudo». Se fosse um blogue na moda, seria um não-blogue. Mas nem isso - isto é «tipo um diário».
João Moreira Pinto

[T1 em Braga (junto ao centro histórico): quarto + sala com banca e fogão + casa de banho + arrumos + marquise. Vaga em Abril.]

Quinta-feira, Setembro 08, 2005

«Qualquer carro que circule numa cidade do Peru de Timor é potencialmente um táxi. Todos os veículos apitam em uníssono, a tentar chamar a atenção dos transeuntes, declarando a sua disponibilidade para levar qualquer passageiro a qualquer parte da cidade. As papelarias vendem uns cartazes coloridos que dizem «Táxi» - um automóvel quando sai à rua põe o cartaz no vidro. E apita. O preço da corrida, 50 cêntimos, não garante a exclusividade do táxi - se outro passageiro, mais à frente, parece dirigir-se para o mesmo destino, entra também ele no táxi. Como recorda Matthew Parris em Inca-Kola: «Nunca mudes de expressão, nem pisques o olho, nem estales os dedos nas ruas de Lima Díli, senão tens logo o carro mais próximo a parar ao teu lado pronto para regatear uma tarifa»»

Plágio para recordar os sons de Díli.